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A Itália é uma droga suave, vendida em pacotes repletos de pôr-do-sol, olivais, massas, limoeiros e vinho. A bota também é um labirinto. É sedutora, mas complicada. Na Itália, pode-se andar em círculos durante anos a fio. E isso, naturalmente, é muito divertido. Enquanto se esforçam para achar uma saída, muitos recém-chegados recorrem às opiniões de visitantes anteriores. Gente como Goethe, Stendhal, Byron e Twain. Esses autores ainda são citados, como se nada tivesse mudado. Não é verdade. Algumas coisas mudaram. O problema é descobrir o que.Colunista do prestigiado Corriere della Sera, Beppe Severgnini percebe como poucos a alma dos italianos. Em A cabeça do italiano, ele reúne observações sagazes sobre seus compatriotas. E afirma mesmo com todos os problemas, a Itália está longe de ser infernal. Tem estilo demais para isso. Também não é um céu, claro, porque é excessivamente indisciplinada. Digamos que a Itália é um purgatório excêntrico, cheio de almas orgulhosas, atormentadas, cada uma convencida de que tem acesso direto ao chefe, brinca.Por dez dias, Beppe Severgnini viajou de Milão à Toscana, da Sicília à Sardenha, mostrando algumas características muito peculiares dos italianos. Os lugares são apenas uma desculpa para pequenos tratados sobre praias, restaurantes, celulares, aeroportos, condomínios, piazzas, jardins e escritórios. Tudo salpicado por observações inteligentes e estatísticas reveladoras. A Itália é a única oficina do mundo que pode produzir ao mesmo tempo Botticellis e Berlusconis. Quem mora na Itália vive dizendo que quer sair, mas quem sai só pensa em voltar, argumenta Severgnini.Quase todos os relatos modernos sobre o país se enquadram em duas categorias ou são crônicas de um caso de amor ou diários de uma decepção. Com humor e autocrítica, Bernegini consegue criar um estilo próprio A cabeça do italiano foi publicado em vários países e conquistou a crítica, com matérias em diversos veículos importantes.
Ao longo dos tempos, peregrinos e historiadores tentaram em vão identificar os lugares onde cenas descritas na Bíblia teriam de fato acontecido - e nenhuma história inspirou tantas pesquisas arqueológicas quanto a de Jesus e seus seguidores. Em 2000, o arqueólogo britânico Shimon Gibson se tornou o primeiro a encontrar um local que pode ser autenticamente relacionado a figuras e acontecimentos cruciais narrados no Novo Testamento. Nas montanhas ao noroeste de Jerusalém, em uma aldeia próxima a Ein Kerem, local onde segundo a tradição cristã nasceu João Batista, Gibson fez uma surpreendente descoberta - uma gruta que apresentava sinais inequívocos de uso ritualístico no tempo de Jesus e que continha os exemplos mais antigos de arte cristã jamais encontrados, incluindo desenhos enigmáticos de João Batista e uma representação das três cruzes usadas na Crucificação. Avisado por habitantes das vizinhanças da existência da gruta, há séculos escondida por uma espessa vegetação, o arqueólogo decidiu escavá-la após descobrir em suas paredes, gravada em rocha calcárea, uma ilustração de João Batista \"ornado com uma vestimenta de pele de camelo\", tal como relatado no livro de Mateus, além de cruzes e o desenho rudimentar de uma cabeça decapitada. Utilizando modernas técnicas forenses, Shimon Gibson e sua equipe de peritos conseguiram extrair informações a partir de desenhos, cerâmicas, moedas, ossos, resquícios de uma fogueira ritual e fragmentos de tecido encontrados na gruta. Assim, eles nos apresentam uma oportunidade única de delinear o retrato dos cristãos primitivos, de como viviam e até mesmo de suas crenças. Um fascinante relato, resultado de três anos de trabalho de buscas, A gruta de São João Batista lança nova luz sobre a vida e a missão de João Batista, bem como sobre o mundo em que Jesus viveu.