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SAUDADE DO FUTURO - UMA TETRALOGIA BRASILEIRA EM QUATRO ATOS

SAUDADE DO FUTURO - UMA TETRALOGIA BRASILEIRA EM QUATRO ATOS
edição
isbn13
Número de páginas
Peso
Autor
Editora
R$ 40,00
Segundo as recentes estimativas, quinze mil brasileiros estariam, atualmente, na Guiana procurando uma espécie de utopia a que chamaríamos Eldorado. Meu objetivo, neste livro, não é, de maneira alguma, defender ou justificar as agressões ao meio ambiente amazonense e às populações autóctones que ali vivem, vítimas impotentes dessas degradações. Ele quer ser uma tentativa de elucidação das razões de um fenômeno migratório maior e das consequências desastrosas que ocasiona. O que, afinal, leva esses milhares de homens, e de mulheres que os acompanham, a deixar seu país, o lugar onde nasceram, suas famílias às vezes, para chegar a esse lugar mítico onde “não estão”? A atração pelo dinheiro fácil? Talvez, num primeiro momento. Mas, rapidamente, “o lugar onde eles não estão”, ao se tornar “o lugar onde estão a partir de então”, perde sua atratividade, e acabam percebendo que se enganaram de utopia. A utopia, lugar onde ainda não se está, existe realmente? Victor Hugo também pensava que sim: “E não existe nada como o sonho para engendrar o futuro. Utopia hoje, realidade nua e crua amanhã” (Os Miseráveis).
Segundo as recentes estimativas, quinze mil brasileiros estariam, atualmente, na Guiana procurando uma espécie de utopia a que chamaríamos Eldorado. Meu objetivo, neste livro, não é, de maneira alguma, defender ou justificar as agressões ao meio ambiente amazonense e às populações autóctones que ali vivem, vítimas impotentes dessas degradações. Ele quer ser uma tentativa de elucidação das razões de um fenômeno migratório maior e das consequências desastrosas que ocasiona. O que, afinal, leva esses milhares de homens, e de mulheres que os acompanham, a deixar seu país, o lugar onde nasceram, suas famílias às vezes, para chegar a esse lugar mítico onde “não estão”? A atração pelo dinheiro fácil? Talvez, num primeiro momento. Mas, rapidamente, “o lugar onde eles não estão”, ao se tornar “o lugar onde estão a partir de então”, perde sua atratividade, e acabam percebendo que se enganaram de utopia. A utopia, lugar onde ainda não se está, existe realmente? Victor Hugo também pensava que sim: “E não existe nada como o sonho para engendrar o futuro. Utopia hoje, realidade nua e crua amanhã” (Os Miseráveis).