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História e Geográfia

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Nos anos 1970, houve um acordo tácito que vigorou na UnB. Professores competentes com passado político comprometedor para os donos do poder, durante o regime militar, eram admitidos e exerciam o magistério aparentemente sem problemas. Este fato permitiu que muitas áreas passassem a se destacar no plano nacional e mesmo internacional, como foi o caso da Economia, Medicina, Geologia, Arquitetura e Comunicação. A UnB, no entanto, não era uma instituição democrática. Permanecia sob tutela, controlada por elementos ligados aos órgãos de repressão. Quem se aventurasse além dos limites considerados toleráveis era, de uma maneira ou de outra eliminado. Até que ponto a busca da recuperação da credibilidade acadêmica era possível num regime sob tutela, em que o controle se efetuava dentro dos princípios da lei de segurança nacional? A esta questão busca responder o depoimento do professor Marco Antonio Rodrigues Dias, um carioca que se instalou em Minas Gerais e daí foi para Brasília, onde, nos anos 1970 foi professor, chefe do Departamento de Comunicação e vice-reitor da UnB, defendendo uma política de abertura e opondo-se, como fez durante a crise da instituição em 1977, às punições arbitrárias contra professores e, em particular, contra os estudantes. O depoimento do professor Rodrigues Dias adentra nos meandros de um período relativamente desconhecido, recupera os esforços de reconstrução da instituição pela equipe trazida para a UnB pelo mineiro Caio Benjamin Dias e mostra como este foi afastado para que as forças de segurança mantivessem o poder dentro da universidade. Demonstra ainda como o confronto, dentro do governo, entre adeptos da abertura política e os que desejavam um reforço da repressão repercutia dentro da UnB. Especial destaque é dado à área de comunicação, à função que estudos realizados na UnB repercutiram na definição de políticas nacionais de comunicação e ao papel que exerceu neste campo o então ministro das Comunicações, Quandt de Oliveira, talvez o único ministro de Comunicações desde o governo militar até hoje a enfrentar a Rede Globo de Televisão. O acordo tácito dos anos 1970 foi rompido em 1976 com a nomeação para reitor de um representante dos esquemas mais radicais de repressão existente no País.
As coordenadas plano retangulares UTM não são um assunto novo, no entanto elas passaram a ser exigidas em mapas civis e em cartórios de registro de imóveis com a criação da Lei 10.267 de 2001. O seu uso em trabalhos topográficos convencionais nunca foi necessário até então, embora a Geodésia e a Cartografia usassem as coordenadas plano retangulares UTM de forma rotineira. \r\n\r\nAs características particulares da projeção cartográfica Universal Transversa de Mercator (UTM) fazem com que as coordenadas empregadas em seus mapas e cartas mereçam uma atenção redobrada, porque a exemplo de outras projeções cartográficas, a UTM contém deformações angulares e deformações lineares quando comparadas com a situação real na superfície física.\r\n\r\nA amplitude dos fusos da projeção cartográfica UTM, o fator de deformação angular, o fator de deformação linear a zona de redução, as zonas de ampliação e a zona de sobreposição de fusos são características que vêm sendo melhor estudadas pela comunidade civil nos últimos vinte anos, mas, que ainda suscitam muitas dúvidas.\r\n\r\nEste livro aborda todas essas características ao tratar da transposição de fusos da projeção UTM, um assunto menos dominado e menos utilizado ainda. A experiência do autor nesta área remonta à década de 1980, quando ele iniciou as suas atividades profissionais. O núcleo do livro detalha a experiência de transposição de fusos que foi vivenciada na sua vida profissional em diferentes ocasiões, sendo que um desses casos reais é tomado como um exemplo prático. O livro traz uma abordagem teórica simples que auxilia não só o entendimento mais aprofundado da projeção UTM, mas também de tecnologias correlatas a esse assunto.