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História e Geográfia

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Por um longo tempo o corpo foi esquecido pela história e pelos historiadores. Na história, alegou-se por muito tempo a idéia de que o corpo estava estritamente ligado à natureza, não existia como objeto cultural. Entretanto, preso entre a repressão e a liberdade, entre a Quaresma e o Carnaval, o corpo na Idade Média é o lugar de uma das principais tensões do Ocidente. Revisitando este corpo por tanto tempo oculto, Jacques Le Goff e Nicolas Truong apresentam em uma história do corpo na idade média o trajeto do corpo da humilhação à glória. Por que o corpo na Idade Média? Porque ele constitui uma das grandes lacunas da história, umgrande esquecimento do historiador. A história tradicional era, de fato, desencarnada. Interessava-se pelos homens e, acessoriamente, pelas mulheres. Mas quase sempre sem corpo. Como se a vida deste se situasse fora do tempo e do espaço, reclusa na imobilidade presumida da espécie. Com freqência, tratava-se de pintar os poderosos, reis e santos, guerreiros e senhores e outras grandes figuras de mundos perdidos que era preciso reencontrar, engrandecer e, por vezes, até mitificar, à mercê das causas e necessidades do momento. Reduzidos a sua parte colocada à mostra, esses seres estavam despossuídos de sua carne. Seus corpos não passavam de símbolos, representações e figuras seus atos, apenas sucessões, sacramentos, batalhas, acontecimentos. Enumerados, escritos e inscritos, como em tantas estelas que pretendem pontuar a história universal. Quanto a essa maré humana que cercava e concorria para sua glória ou seu fracasso, os nomes plebe e povo bastavam para contar sua história, seus arrebatamentos e suas atitudes, seus modos de agir e suas aflições.
Este livro é fruto de um trabalho voluntário nos últimos 30 anos, monitorando oficinas sobre a História do Exercício da Cidadania no Mundo e no Brasil, analisando a gênese da exclusão social e da pobreza política no Brasil entre 1549 e 2016. Trabalhamos os conceitos de Cidadania: Negada; Cerceada; Tutelada; Reprimida e a Exercitada entre 1986 aos dias atuais. Demonstramos como as elites excluíram a classe-que-vive-do-trabalho da participação política e social até hoje. Mesmo o Brasil superando a Inglaterra ocupando o 6º PIB mundial em 2011, 2/3 da sua população sofria com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 84º lugar. Discutimos o processo de conscientização e mobilização para a Juventude, Movimentos Sociais, Religiosos, Estudantis, a Classe Política e a Mídia para contrapor a Concentração de riqueza no País. E como agir nas instituições reprodutoras da ideologia neoliberal, como único meio para o sucesso. E como conquistar uma Cidadania Ativa usufruindo de Direitos e cumprindo Deveres, ao combater a exclusão social, a miséria e a violência. Apresentamos uma tecnologia social para a sua politização e plano de ação para implementar o Orçamento Participativo e as Reformas Política e a Tributária e Fiscal Progressiva, principalmente para conquistar um IDH compatível o PIB. Para sermos éticos, solidários e vivermos em Paz, urge superar a enorme exclusão social numa “pátria mãe gentil” para os ricos e madrasta com os pobres.