Quando alertávamos, há mais de trinta anos, para os riscos da exposição das crianças a programas (e comerciais) objetáveis, os resultados de pesquisas científicas a esse respeito eram relativamente escassos. Nas três últimas décadas, entretanto, acumularam-se, de maneira crescente e convincente, as provas de que existe efetivamente uma relação de causa e efeito entre padrões de conduta, modelos, situações, falas e reações apresentados pela televisão e o comportamento e a personalidade da criança que se desenvolve em meio à contínua absorção dessas "lições" televisuais.