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Ciências Humanas e Sociais

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A contaminação do planeta, a crise climática, a onda de extinção das espé­cies, a exploração desenfreada dos recursos naturais, a poluição e aque­ci­mento dos oceanos, a erosão dos solos e a ameaça da integridade da vida em geral, inclusive a humana, tornaram-se problemas centrais da ética con­temporânea. Poucos autores levaram essas questões tão a sério quanto o filósofo alemão Hans Jonas, cuja obra magna O princípio responsabilidade: ensaio de uma ética para a civilização tecnológica completa 40 anos, man­ten­do relevância e atualidade. Jonas não apenas diagnostica a crise, mas corajosamente propõe uma solução ética baseada no apelo da respon­sabili­dade do ser humano dian­te da vida, em um tempo em que os poderes da técnica avançam deste­mida­mente, colocando em risco o mundo extra-hu­mano e as gerações do futuro. O Vocabulário Hans Jonas reúne alguns dos mais importantes pesqui­sadores e pesquisadoras em nível internacional: são 31 autores de oito países e 24 dife­rentes instituições de ensino que comentam 33 entre os vocábulos mais cen­trais da obra jonasiana. Voltado ao objetivo de compreender melhor tal voca­bulário, este livro não está restrito aos pesquisadores da obra de Hans Jonas. Ao contrário, dada a atualidade e a fertilidade das temáticas, bem como o esti­lo ao mesmo tempo qualificado do ponto de vista acadêmico e acessível do pon­to de vista estilístico, ele pode ser usado como material de consulta im­pres­cindível por todos aqueles que querem compreender os temas ligados ao dualismo gnóstico que marca nossa cultura, ao avanço da tecnologia, à con­cepção da vida e às exigências éticas da responsabilidade.
Quando decidiu escrever sobre ansiedade, o mundo ainda não conhecia a COVID-19. Mas, sob a antiga normalidade, Pondé entendia a ansiedade como um dos temas mais preocupantes e inquietantes para todos: dos seus jovens alunos universitários aos leitores mais velhos de suas colunas no jornal; de quem se via ansioso por uma falta de sentido na vida aos que mal tinham tempo para perceber isso. “Somos todos ansiosos”, dizia ele, com razão. À medida que escrevia e a pandemia se espalhava mundo afora, foi percebendo que a ansiedade havia se tornado um marco da nossa era com todos os tipos de medos provocados pelo vírus.\nO “timing” para o livro parecia perfeito – assim como a sua intenção. A partir da filosofia, sua área de atuação, ele\nanalisa como o comportamento e a cultura têm produzido e lidado com esse novo paradigma que é a ansiedade como\nperspectiva de mundo. Explica a nossa ansiedade contemporânea e aponta possíveis formas de lidar com ela.\nPondé estuda algumas das inúmeras fontes do problema: desde as redes sociais e internet aos avanços da medicina, passando pela emancipação feminina, o desemprego e a competitividade no mercado de trabalho, fatores como o imperativo da felicidade, a coisificação das pessoas e o receio sobre o futuro da democracia. Até porque, segundo ele, a melhor forma de enfrentar a ansiedade é aceitar que ela jamais vai acabar e que atinge a todos nós. “Se somos todos ansiosos, temos razão para sermos. Não se trata de um bando de idiotas ansiosos porque são bobos. Trata-se, antes de tudo, de um bando de ansiosos porque são informados”. É um consolo...