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Em Violão e Identidade Nacional, Marcia Taborda resgata a trajetória do instrumento em terras brasileiras a partir do início do século XIX até os anos de 1930. A pesquisadora mostra como gêneros musicais brasileiros, como as modinhas, choros, sambas, entre outros floresceram ao som de suas seis cordas.A autora discute o lugar do violão na sociedade brasileira, considerado por muito tempo um instrumento das classes populares e por isso desprezado entre a elite. Marcia faz uma profunda investigação sobre o tema e mostra que as fronteiras não foram tão rígidas como a história sugere.A associação do instrumento aos setores marginalizados constituiu num objeto privilegiado de análise a partir do momento em que sua utilização suscitou inúmeras questões relacionadas ao lugar social que caberia a seus executores. ... Contudo, o violão não estava apenas nas ruas. Frequentou o Palácio do Catete nas mãos de Nair Teffé, primeira-dama, esposa do presidente Hermes da Fonseca foi o grande companheiro e o arquivo musical de Villa-Lobos, compositor responsável pelo surgimento do repertório de concerto dedicado ao instrumento, destaca a autora.A pesquisadora e violinista mostra que o cenário do desenvolvimento musical no Brasil foi o Rio de Janeiro. A música regional carioca tomou incontestavelmente foros de música nacional. Gêneros como o choro e o samba surgiram e se desenvolveram na cidade, consagrando repertório incorporado ao acervo nacional, afirma. Ela ainda aborda a importância do desenvolvimento dos novos meios de comunicação indústria fonográfica, rádio e cinema para o processo de legitimação do violão e os ritmos que tinham nele a sua alma.

VIRGINIA ARTIGAS

R$ 89,90
Virgínia Artigas, com papel e tinta, e Rosa Artigas, com as palavras, tecem uma história que, mais do que centrada na militância política e na atuação profissional de Virgínia como artista plástica, passa pela importância de sua presença na formação de jovens envolvidos com o movimento operário e a resistência durante a ditadura civil-militar brasileira. \nCom seu marido, o arquiteto João Batista Vilanova Artigas, Virgínia viveu num momento doloroso da história brasileira. Depois de superar sua infância pobre e sua educação formal conturbada, lutou ao lado do marido e de companheiros contra a opressão e a brutalidade dessa época dramática. Sempre atenta aos acontecimentos, ela fez do desenho e da gravura as suas linguagens preferidas. Mas suas histórias, aqui reunidas e contadas por Rosa, sua filha, iluminam a vida dessa grande mulher, além de criarem um mosaico de fatos que dão significados muitas vezes inesperados ao cotidiano do século 20. \nUm dos cenários principais das histórias são as duas casas projetadas por Artigas para ele e sua família. Tanto a primeira casa, de 1943 – a “casinha”, como a chamavam – como a segunda casa, construída no mesmo terreno, em 1949, pertencem ao patrimônio da cultura arquitetônica modernista de São Paulo e são tombadas pelo CONDEPHAAT e pelo CONPRESP. Neste sentido, o livro também aborda a história e origem das casas, sua relação com o bairro do Campo Belo e com a cidade de São Paulo. Desvenda um cotidiano de 50 anos de vida nesses espaços tão especiais e interessantes para historiadores, arquitetos e designers. Ilumina a intimidade no interior das casas e o projeto bastante peculiar de modernidade vivido por seus moradores e frequentadores, ilustres personagens deste livro.