Este livro é uma sucessão de surpresas. No início, parecem memórias brotando como cogumelos após a chuva. Logo, personagens irrequietos, inconformados com a geografia, pulam de um continente a outro, da cidade à floresta. No ir e vir do drama da imigração, desconhecem até a casa natal. O pai é o ponto de partida e de chegada, mas nos leva além do familiar. Toda ficção parte de algo vivido, retratado em personagens e situações inventadas. E a escrita surge como uma câmera de fotos, até porque – como diz Luciana – “as ideias do coração são difíceis de explicar”. (Flávio Tavares, jornalista e autor, Prêmio Jabuti)