“Preciso que me escutem!” é o que diz Medeia em sua primeira fala na peça. E entre expatriados e imigrantes, em estado febril, ela fala. Para e pelas mulheres – a síria, a cubana, a paulista, a judia, a haitiana –, suas cúmplices. À luz do mito de Medeia, que aqui tem outro final, somos convidados a visitar diferentes territórios, numa reflexão sobre nosso tempo e suas fronteiras.
Esta nova edição contém um QR Code que leva para as letras do espetáculo Mata teu Pai, ópera-balada, compostas por Vidal Assis.
Sobre a autora
Grace Passô é dramaturga, diretora e atriz. Estudou no Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado, em Belo Horizonte. Foi cronista do jornal O tempo (MG) e atuou em companhias teatrais de Belo Horizonte, como a Armatrux e a Cia. Clara. Em 2004, se juntou ao grupo espanca! e escreveu as peças Marcha para Zenturo e Amores surdos, pela qual ganhou o prêmio Shell de melhor texto em 2007. Escreveu e dirigiu Congresso Internacional do Medo e Por Elise. As