Fátima Farias, em Santas de Casa, transforma momentos de infância e adolescência, da cidade de Bagé/RS de que tem lembrança, em fragmentos de prosa, diálogos e deliciosos versos. As ideias, “drones em voos rasantes”, passam a habitar sua mente, durante a pandemia (2020/2021), em diferentes tempos. Preocupava-se: "Penso na possível quase certa hipótese de deixar este mundo a qualquer momento levando informações e relatos importantes para a vala comum". O texto é um “ir e vir, como uma dádiva em forma de libertação”, inspirada desde o passado, “lá no quintal de casa". Fátima permitiu que ficasse visível, em certos pontos do texto, a conexão direta com Carolina Maria de Jesus em seus diários e poemas famintos por mudanças. Conceição Evaristo também a visita como mestra e rainha nesse resgate de memória tão viva e presente. O texto é um ir e vir, “como uma dádiva em forma de libertação”. O personagem principal é o Afeto, e Fátima escreve de uma forma simples, com a intenção de atingir pe