Imagine um improvável encontro entre André Rebouças e Frantz Fanon? O primeiro, engenheiro brasileiro, afrodescendente, um dos maiores nomes do abolicionismo no Brasil do século XIX. O segundo, psiquiatra francês negro, natural da Martinica, pensador humanista e um dos grandes influenciadores de movimentos de libertação da África do neocolonialismo que assolou o continente no século XX.
Neste livro, Antonio Carlos Higino da Silva promove de forma muito criativa o insólito encontro desses dois homens, que não foram contemporâneos na vida real. Trata-se de um verdadeiro mergulho nas ideias desses dois personagens históricos sobre o colonialismo, a nascente psicanálise, a modernidade, o surgimento de novas tecnologias e os potenciais usos e benefícios dos avanços da ciência. Mas, sobretudo, o leitor é arrebatado pela abordagem inédita do autor, que, de forma didática e criativa, revela os meios pelos quais o racismo atravessa, estruturalmente, cada um dos aspectos mencionados.
E por que “