O livro Trabalho, precarização e adoecimento docente parte da prerrogativa de que as transformações sociais, oriundas das crises cíclicas do capital e seus impactos na sociedade contemporânea, desvelam novas formas de exploração da classe trabalhadora que se desdobram em contradições manifestadas de maneira objetiva e subjetiva no corpo, na vida e na saúde dos trabalhadores. Essas mudanças têm colaborado para o aumento da complexidade dos mecanismos de subsunção e alienação do trabalho aos ditames da acumulação capitalista, contribuindo para o desenvolvimento de diversos processos de adoecimento do trabalhador. Na sociedade vigente, o corpo e a saúde são historicamente alvos dos mecanismos de controle do modo de produção capitalista como forma de assegurar a continuidade dos processos de produção e reprodução do capital, pois para trabalhar é necessário que o trabalhador possua um corpo sadio, desprovido de qualquer patologia que prejudique a sua produtividade. Nesse sentido, o trabalh