As lesbianidades foram silenciadas historicamente a partir do momento que não eram nomeadas tanto pela ciência quanto pelo senso comum. Este livro analisa as configurações léxico-semânticas usadas para nomear as lésbicas, dentro do contexto sociocultural de cada obra, bem como diante das especificidades dos folhetos de cordel. Diante dessa constatação, alguns questionamentos são pertinentes: o que tem sido escrito sobre as lésbicas? Onde suas falas aparecem? Nos estudos feministas? Na história das mulheres? Quem são as lésbicas? Um silêncio profundo foi e continua sendo, embora não tão profundo, a marca mais visível quando tentamos pensar nas questões propostas. A reflexão sobre os sentidos expressos no desconhecimento ou escassez dos estudos sobre lesbianidades na literatura, e mais especificamente aquela representada pela produção cordelista, encontra em teóricos como Mott (1987), Albuquerque Júnior (1999), Butler (1999), Doyle (1956), Foucault (1988), Lardinois (1995), Lessa (2004),