O menino magro adorava olhar o vento. Aquela coisa cheia de poder, ora forte ora manso, um dia lhe trouxe uma revista. Com "o universo inteiro debaixo do braço" o menino correu à barbearia, para que Seu Lúcio decifrasse as palavras trazidas pelo vento. E não era que os cientistas tinham descoberto outros universos, ainda por cima, ligados por buracos de minhoca?! Na volta para casa, o menino encontrou um buraco de minhoca. Fez que fez, se entortou, enrabichou, espichou e entrou. Andou, andou e saiu pela tampa de um bueiro. O que o menino viu foi impressionante! Um outro mundo com gente bonita, bem alimentada, sem dente quebrado, crianças felizes, carros, ruas cuidadas... havia fartura para todos. Pois o menino retornou ao seu mundo e contou tudinho. Mas ninguém acreditou. "Aquilo era coisa de cabeça de vento". Então, o menino magro subiu o morro, lá onde o vento despenteia as árvores e pediu que ele misturasse um pouquinho dos dois mundos, para fazer um outro "melhor divididinho, mai