Reginaldo Prandi evoca a ambiência da metade do século XX para, em meio a conflitos familiares, intrigas religiosas e amores juvenis, tratar do avanço da tecnologia, do risco de perder as raízes e, ao mesmo tempo, da importância de mudar.Lá se vão os anos 1950, e a modernização do país parece inevitável. Apesar de remota, uma cidadezinha do interior do Brasil precisa se adaptar à nova realidade ao mesmo tempo que passa a vivenciar uma inesperada onda de crimes.Mateus, depois da morte dos pais, muda-se para a casa dos avós, levando consigo, além de sua inquietude, uma gaiola — a representação física de algo inominável que mora em seu íntimo.A ele e à sua família se junta um grande caleidoscópio de personagens conhecidos nesses municípios, como a vizinha fofoqueira, o Don Juan que mora com a mãe e o grupo de coroinhas.Aos poucos, a cidade vê chegar gente, gostos, artes, tecnologias e costumes novos que confrontam a antiga moralidade e os velhos hábitos, e pouco a pouco deixa para trás um