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UMA RELACAO SEMPRE ATUAL - A LIBERDADE RECALCITRANTE DE MICHEL FOUCAULT

RELACAO SEMPRE ATUAL - A LIBERDADE RECALCITRANTE DE MICHEL FOUCAULT,UMA
isbn13
R$ 64,36

  No início dos anos 1960, na França, um jovem filósofo publica seu primeiro livro, como parte das obrigações do seu doutoramento, e dá início a um dos mais ricos percursos ocorridos nessa área, nesse século. Trata-se de Michel Foucault e de A história da loucura, que inauguram um procedimento inédito, contrapondo-se fundamentalmente à fenomenologia sartriana, com a sua ênfase no sujeito e na liberdade deste. Foucault apresenta as epistemes e suas rupturas, que evidenciam o quanto o sujeito, trans-histórico, é uma construção; e a análise discursiva, que, ao pôr o foco na linguagem, nas regras de enunciação daquilo que historicamente foi dito, e não no quanto há de verdade no que foi dito, elimina qualquer tematização de uma liberdade. Essa metodologia se aperfeiçoou nos trabalhos seguintes do autor e acabou por lhe dar a capacidade de rever toda a concepção daquilo que seria o papel do intelectual na sociedade, inclusive lançando um questionamento a respeito de como o tipo mais comum,

  No início dos anos 1960, na França, um jovem filósofo publica seu primeiro livro, como parte das obrigações do seu doutoramento, e dá início a um dos mais ricos percursos ocorridos nessa área, nesse século. Trata-se de Michel Foucault e de A história da loucura, que inauguram um procedimento inédito, contrapondo-se fundamentalmente à fenomenologia sartriana, com a sua ênfase no sujeito e na liberdade deste. Foucault apresenta as epistemes e suas rupturas, que evidenciam o quanto o sujeito, trans-histórico, é uma construção; e a análise discursiva, que, ao pôr o foco na linguagem, nas regras de enunciação daquilo que historicamente foi dito, e não no quanto há de verdade no que foi dito, elimina qualquer tematização de uma liberdade. Essa metodologia se aperfeiçoou nos trabalhos seguintes do autor e acabou por lhe dar a capacidade de rever toda a concepção daquilo que seria o papel do intelectual na sociedade, inclusive lançando um questionamento a respeito de como o tipo mais comum,