Este livro é o reflexo de um momento, no mínimo, inusitado. Momento de grandes incertezas, desconfortos e de questionamentos. As perguntas permanecem... as respostas sobre a nossa situação pessoal, sobre o papel da ciência, da política e, por que não, sobre as universidades, ainda precisam de oxigênio. Estamos em uma era pós-ciência normal, que demanda além de grandes gestos e pensadores, precisamos de carinho e atenção, de cuidado e empatia. Carecemos de arte, de cultura, para conseguirmos olhar de dentro para fora e nos preocuparmos mais com a vida e menos com a matéria. Só no campo das humanidades aprenderemos a ser cientistas, pois conduzimos nossos pensamentos às pessoas. Só no campo das artes é que aprenderemos a criatividade tão necessária para a resolução de problemas. Nossas fórmulas e teorias só se justificam quando quem as cria tem humildade, empatia e muito amor. Nossas universidades devem voltar seu olhar para a formação dos alunos: ensinar que a vida, toda a pluralidade,