No poema “O homem; as viagens”, que está na gênese do livro Vasto Mundo; Drummond diz:
... Restam outros sistemas fora
do solar a col-
onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
Vasto Mundo traz uma seleção de poemas, aforismos e textos em prosa, extraídos da obra de Carlos Drummond de Andrade, acompanhados de imagens capturadas pelo fotógrafo Adriano Fagundes ao longo de 30 anos de viagens pelo mundo, realizadas entre 1991 e 2021.
A visão do poeta mineiro, que soube captar o “sentimento do mundo” desde seu gabinete de trabalho, mais o olhar certeiro do fotógrafo, que percorre vários continentes e que fez desse mesmo sentiment