O problema do mal está tão enraizado na consciência moderna, e a tal extremo, que se converteu mais numa enfermidade de espírito que em um problema propriamente dito. Duas grandes guerras consecutivas, a ameaça de uma terceira e tudo o que vemos surgir delas, com seus transtornos, sofrimentos, duelos e crimes, criam em nós uma obsessão que, em determinados grupos, chega até ao desespero. Tal é o sentido dessas doutrinas recentes que, testemunhando, segundo elas mesmas dizem, o absurdo congênito do mundo e do destino, decidem tomar partido na referida questão, contar com tais acontecimentos e levar uma vida que esteja de acordo com eles, ou seja, trata-se de cada indivíduo, de acordo com seu temperamento, adotar um sistema de valores e um modelo de vida arbitrária, com cuja lógica terão de viver, recolhendo as poucas alegrias que lhes são possíveis sem aprofundar-se nelas, obedecendo, mediante a ação, a seu dinamismo interior, sem finalidade verdadeira e, talvez, na melhor das hipóteses