Ser uma escola protagonista, se é uma fórmula que vale a pena ser retida como tal, é conseguir ser escola com todos os alunos. É conseguir que impasses pontuais não a subtraiam de seu papel protagonista na educação, cedendo espaço para discursos colonizadores. Fazer escola implica assumir que o paradigma da educação não é o do problema--solução, mas o do impasse-passe. Educar é um processo sem fim, pleno de impasses, já que próprio à emergência de sujeito. E quando o sujeito emerge não é possível reduzi-lo a um quadro nosográfico qualquer, a menos que se pague o preço de deixar o protagonismo no campo educativo para ser coadjuvante no campo médico.