Quem é Aziri? Quem é essa mulher, identificada como “africana da nação Mina”, na fotografia de Christiano Junior, de 1864-1865? Ela é Aziri Dagwa? Francisca Maria? Chica d’Água? Qual era seu nome antes do sequestro? Os versos de Luciany Aparecida não podem desfazer o apagamento que recai sobre essa história, mas revelam a travessia de uma das grandes autoras da atualidade em busca de uma “mana” em que vislumbra o “brilho presente de nossas ancestrais”.
Aziri é também a personagem principal do novo romance de Luciany Aparecida,
Tinta da Bahia
, ainda inédito. O livro contará a história ficcional da africana Aziri Dagwa, criança sequestrada na região do rio Níger, no Mali, e traficada para o Brasil a partir do Benim, na chamada Costa da Mina. Na Bahia, Aziri foi batizada como Francisca Maria e, depois, ficou conhecida como Chica d’Água, em Valença, no litoral baiano.
No poema, Aziri renasce, se faz eterna “assombrando poemas”.