Este importante livro não poderia chegar em melhor momento. Por um lado, o profissionalismo do Itamaraty – nome pelo qual é conhecida a chancelaria brasileira – é lendário e constitui um dos grandes ativos da política externa do maior país da América Latina. Por outro, não há dúvida de que este mundo convulso apresenta enormes
e novos desafios, para os quais esse “trabalho no exílio”, como François de Callières se referia à diplomacia, deve não apenas se readaptar, mas até mesmo, diriam alguns, reinventar-se. As reflexões imaginativas e analíticas que compõem este oportuno volume, da pena de alguns dos mais destacados internacionalistas brasileiros, constituem assim uma contribuição inestimável ao urgente debate sobre como o Brasil deve atualizar seu aparato diplomático.
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No início do novo século, a política externa brasileira antecipou (e contribuiu para impulsionar) aquilo que depois descreveríamos como a ascensão do Sul Global. Isso ocorreu com a Iniciativa Índia-Brasil-Á