Com engenho e arte, Haroldo Ceravolo solta toda a bicharada em poemas bem sacados. Com dentes, garras e graça, expõe o bestiário hediondo e fascista que teima em afundar o barco de nossa política passada e presente.
Luana Chnaiderman
Os poemas deste livro trazem acidez, sarcasmos, reflexões e crítica pesadíssima a um período que não devemos esquecer jamais. Daí a importância da obra, um registro muito bem elaborado, por meio de uma poesia muito bem escrita e inteligente.
Hélio Neri
Tudo começou em 2 de janeiro de 2019, quando publiquei numa rede social o quase haikai que abre este livro: “Uma nuvem de gafanhotos/ assumiu o reino do Egito./ Coaxam os sapos do Nilo”.
Naquele início de ano e de governo ultradireitista, parecia haver sinais evidentes da tentativa de desumanização de qualquer discurso político, num recuo pré-civilizatório que se confirmaria nos anos seguintes.
Neste ambiente, a simbologia animal, tudo sugeria, ganharia força. Acho que foi a partir