"A arquitetura não nasce sedentária, mas sim nômade." Francesco Careri
. Este livro reúne relatos autobiográficos de momentos e situações que levaram o autor a refletir sobre as relações entre o nomadismo, a arquitetura e a hospitalidade. É também umaproposta para a refundação hospitaleira das nossas cidades, para construir sobre as ruínas do contemporâneo lugares concretos destinados a pessoas reais, lugares de passeio e de encontro para pessoas diversas, lugares de recreação e contação de histórias, de intercâmbio entre anfitriões e hóspedes, como nas hospedarias e pousadas de caravanas de outras épocas. Entre as “epifânias" que abrem caminhos para as reflexões de Careri, há o cigano Melquíades, única conexão de Macondo com o mundo exterior em Cem anos de solidão; o pacto de solidariedade entre troianos e gregos; a percepção do autor, entre menires, em um descampado na Sardenha, de que os primeiros caminhos não foram feitos pelos humanos, mas pelos animais; e as viagens à pé do grupo