Segundo Carlos Nejar, em \u0027Perciliana e o pássaro com alma de cão\u0027 reúnem-se realismo e invenção manejados por Luíz Horácio com astuta simplicidade na fala, capaz de captar a criança no bosque da imaginação. Ou deixando que a fala, com sotaque de povo, nos toque, até a mansidão de quem sabe fabular e o invento que não perde nunca o senso humano. Por isso é mágico. Trabalha magistralmente as personagens, percebendo que o estilo é que dá alma às criaturas, não as criaturas que dão alma ao estilo. E o estilo então é o sonho do homem. Seus diálogos se mostram lúcidos, naturais, fluentes. E o texto tem sua verossimilhança no equilíbrio interno, a harmonia pulsante entre a palavra e os seres. Sendo um equilíbrio que se move no amor, ou no espanto de a realidade reconhecer-se. Com ou sem espelho