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LISBOA INTEMPORAL

LISBOA INTEMPORAL
Editora: INH - IN HOUSE
edição
isbn13
Número de páginas
Peso
Autor
Editora
R$ 95,00
\"Na cadência da mais lusitana de todas as cidades do mundo procurei-me em cada canto. Ora achei-me de prontidão, ora perdi-me por completo. \nAndar por Lisboa, em meados do mês de maio, para enquadrar o olhar do artista Roque Gameiro – que há cem anos aqui esteve – restaurou em mim uma súbita esperança: a de que o passado não passa jamais.\nPeregrinámos (eu e a fiel escudeira Margarida – ou serei eu o seu Sancho Pança) pelos becos, ladeiras, praças, pátios à procura dos nossos moinhos desafiadores e encontrámos bandeirinhas coloridas, o bairro de Alfama em festa, retratos de outrora, um passado presente de solidão, abandono, memória e ilusão.\nA festa de Santo António preparava-se lentamente e a minha lente captava aquilo que restou sobre o que o tempo incumbiu de transformar. Em dado momento parecia que tudo estava intocável, que o passado retornava e que o artista estava ao nosso lado como que dizendo – “não é bem esse o ângulo que pintei, um pouco mais para a direita”. E sentíamo-nos crianças, rindo como riem os anjos ao tocarem suas trombetas anunciando alvíssaras.\nRefastelei-me com Alfama e sua alma cigana, encantei-me com o Bairro Alto, com a vista do miradouro. Vivi como um português que à sua casa retorna. Sonhei um sonho impossível que no momento se concretizava. Era eu a navegar na nau portuguesa descobrindo uma Lisboa que, embora escondida, se descortinava ante meus olhos.\nAdmirei e vi-me ali, extasiado, entre a pintura e a realidade. Era sonho ou verdade? Era real ou imaginário? Era poesia e arte, revelada pela capacidade que os homens têm de criar projetos e de os realizar. \nFoi o que a Padrões Culturais me proporcionou.\nFoi o caminhar ao qual Margarida me conduziu.\nFoi o que o poeta que mora em mim ensinou a fotografar.\nE a beleza de Roque Gameiro eternizar-se-á por mais 100 anos através dos instantâneos que este brasileiro, que vos escreve, revelou com o seu olhar.\nObrigado, Portugal!\"
\"Na cadência da mais lusitana de todas as cidades do mundo procurei-me em cada canto. Ora achei-me de prontidão, ora perdi-me por completo. \nAndar por Lisboa, em meados do mês de maio, para enquadrar o olhar do artista Roque Gameiro – que há cem anos aqui esteve – restaurou em mim uma súbita esperança: a de que o passado não passa jamais.\nPeregrinámos (eu e a fiel escudeira Margarida – ou serei eu o seu Sancho Pança) pelos becos, ladeiras, praças, pátios à procura dos nossos moinhos desafiadores e encontrámos bandeirinhas coloridas, o bairro de Alfama em festa, retratos de outrora, um passado presente de solidão, abandono, memória e ilusão.\nA festa de Santo António preparava-se lentamente e a minha lente captava aquilo que restou sobre o que o tempo incumbiu de transformar. Em dado momento parecia que tudo estava intocável, que o passado retornava e que o artista estava ao nosso lado como que dizendo – “não é bem esse o ângulo que pintei, um pouco mais para a direita”. E sentíamo-nos crianças, rindo como riem os anjos ao tocarem suas trombetas anunciando alvíssaras.\nRefastelei-me com Alfama e sua alma cigana, encantei-me com o Bairro Alto, com a vista do miradouro. Vivi como um português que à sua casa retorna. Sonhei um sonho impossível que no momento se concretizava. Era eu a navegar na nau portuguesa descobrindo uma Lisboa que, embora escondida, se descortinava ante meus olhos.\nAdmirei e vi-me ali, extasiado, entre a pintura e a realidade. Era sonho ou verdade? Era real ou imaginário? Era poesia e arte, revelada pela capacidade que os homens têm de criar projetos e de os realizar. \nFoi o que a Padrões Culturais me proporcionou.\nFoi o caminhar ao qual Margarida me conduziu.\nFoi o que o poeta que mora em mim ensinou a fotografar.\nE a beleza de Roque Gameiro eternizar-se-á por mais 100 anos através dos instantâneos que este brasileiro, que vos escreve, revelou com o seu olhar.\nObrigado, Portugal!\"