Quer tenham começado por razões estratégicas, militares ou comerciais, em todas as localidades, encontramos um centro que se tornou o ponto de encontro, por excelência, e nem precisamos procurar muito para reconhecer, numa aldeia, vila ou cidade, a existência de uma igreja ou de um qualquer café central onde o povo se reunia. Mas, muito para além dos centros históricos, as localidades crescem, desenvolvem-se e reorganizam-se, quase sempre por pressão imobiliária ou comercial e, também quase sempre, ignorando os movimentos energéticos que essa movimentação geográfica coletiva acarreta. Partindo da constatação de que em Portalegre, localidade onde vive, não só tudo parece correr mal como tem o cemitério como centro, a autora decide fazer um estudo dos centros geográficos que a localidade teve desde 1950 até à atualidade, interligando a história da cidade com esses vários centros. O resultado foi espantoso! Coincidência ou não, foi muito fácil constatar que os melhores e os piores mom