A segunda edição de Azules, de Cristiane Grando, é um convite ao mergulho nas profundezas da palavra, da memória e das cores. Os poemasfotografias encontram eco no cotidiano, quase um confronto entre sensações e percepções de espaços e tempos distintos, mas que se entrelaçam na lentepaleta da autora. A paisagem surge ativada pela flâneur ao explorar a geografia de Châtres, França, em retorno permanente ao passado em Cerquilho, Brasil, transitando por outros horizontes e saídas da América Latina. A profundidade do azul e da memória liga-se a estes retratos da natureza a umidade, a água, a chuva, a qual, entretanto, se encontra abalada pelas incertezas de um eu lírico que indaga sobre o último poema, num convite à reflexão sobre o futuro e sua possibilidade ditados pela certeza da direção do voo dos pássaros, e levantando a indagação sobre o destino do ser humano e nós nem sabemoso que nos espera. A sensibilidade das imagens advém da intensidade das cores o dia, o pôr do sol, o eu-g