Silêncio Minha alma pede calma A lágrima escorre A mão esconde o rosto No entanto, o desgosto escapa Tapa a boca Engole o choro Chora calada Silêncio Desalmada Acordei O perdão veio depois, primeiro a gratidão pelo susto, pelo sufoco. Gratidão por ter o pedido atendido. Aquele era o nítido sinal. A morte bateu à porta, mas tive uma nova chance. O gosto amargo do álcool, o entorpecimento ainda estavam presentes. Contudo, a certeza também estava lá. Não era uma simples esperança, era a convicção de que minha vida estava em minhas mãos. Há momentos de calar, mas há momentos de falar. E esse livro é minha fala, meu perdão, meu pedido e minha contribuição para que outras pessoas possam se curar de seus vícios com leveza. O exagero, o excesso, a falta de controle quase me mataram. E o desapego, o desacelerar, o minimalismo foram meus guias na minha jornada pela minha essência, que você começa a acompanhar aqui.