Num reino muito distante, Para além do oriente, Um rei bastante orgulhoso, Foi punido exemplarmente, Sendo expulso do convívio, De toda espécie de gente. Rei Nabucodonosor, Por culpa da ostentação, Também virou animal, E a sua condenação, Durou sete longos anos, Na selva da escuridão. Da mesma forma o Rei João, Julgava-se o deus do mundo. Ostentava o seu poder, Condenando num segundo, Sem julgamento ou justiça, José, Maria ou Raimundo. Mas o mal é temporário, Tem prazo de validade! A justiça é como a morte, Não respeita autoridade, Nem do forte e nem do fraco, Tampouco de majestade.