Rio de Janeiro da virada do século XIX para XX. Uma cronista de revista vinda do extremo sul do Brasil, apaixonada por Baudelaire e sua concepção de Modernidade, vai para solo carioca viver o que a Belle Époque tropical tem a lhe oferecer. Nesse aprendizado, estabelece relações com seus colegas em uma nova revista na Rua do Ouvidor e com moradores bastante peculiares de uma pensão, no bairro das Laranjeiras. O conflito geral se estabelece através do vertiginoso progresso proposto pelo governo de Pereira Passos para a cidade do Rio de Janeiro e é sentido e analisado pela cronista gaúcha e outros personagens em várias oportunidades, tendo a literatura como uma aliada que visa possibilitar tradução para esse sentimento finissecular e nostálgico. O conflito pessoal se dá quando, na percepção desse novo mundo, a cronista encontra o mais misterioso dos tipógrafos como colega de trabalho um homem que será desvendado aos poucos em seu passado enquanto boêmio, enquanto ativista em prol das