Neusa Duarte Knorr preparou-se amorosamente, como mulher e escritora, da mesma maneira cuidadosa com que criou o texto vibrante de seu Enigma. Ao longo dele, a autora nos fornece pistas para desvendarmos os segredos da obra feito cortinas que se abrem para mostrar o espetáculo que é sua vida, ficcional ou real. Rica em ações, e sobretudo no conhecimento literário que nos apresenta. [...] Até aqui, na jornada do livro, temos três das quatro estações do ano (da vida?). Eis que Neusa Duarte Knorr nos surpreende e nos oferece o Outono do livro (ou da vida?) para que possamos pensar, nos questionar; ou, nas páginas finais, em branco, narremos o que nos representa este eito de tempo e de lavoura do mundo. É uma provocação a que nós, leitores, em pensamento ou em texto, abramo-nos ao nosso íntimo confessionário. Um espetáculo existencial, onde somos o palco, o texto, o diretor sobretudo ator e, também, plateia. Seguros ou inseguros, novatos ou veteranos mas com a plena certeza de que o aplauso será reconfortador. E o par de lágrimas da personagem principal deste Enigma, será de júbilo e contentamento. Testemunho de vida e de bons presságios. Rossyr Berny - editor