Em Sequências, Júlio Castaon Guimarães põe em cena, de forma tensa, um paradigma construtivista bastante presente, entre nós, no panorama das artes visuais e também no da poesia. É tenso o gesto realizado pela poesia do autor mineiro porque tal paradigma comparece em seus poemas não para ser repetido ou celebrado, e sim para ser encarado, desafiado e transformado. Afinal, nesta obra, o desejo de ordem e justeza não se diferencia do que é precário e inacabado. A linha do desenho que risca a superfície do papel tanto instaura limites quanto os torna indefinidos. Isso para não falar dos passos dados à noite que levam o caminhante a um destino desconhecido quando o onde não é o que importa aí a viagem?. Desse modo, vamos, de palavra em palavra, por um percurso em que abismo e método são faces de uma mesma moeda. Nestas páginas, a forma informe luta consigo mesma para dar a ver, por exemplo, um limão, uma laranja ou ainda um rapaz de quem vemos apenas o braço e o torso. Por falar em i