Já consagrado no meio acadêmico como professor de Física, pesquisador e ensaísta, Francisco Caruso acaba de adquirir uma nova persona poeta. Tudo aconteceu em função de uma sofrida ruptura amorosa com a mulher amada. Caruso teve uma espécie de epifania literária e pôs-se a escrever poemas sem parar, num verdadeiro transbordamento lírico, com imensa vontade de expressar a dor ou o dilaceramento que sentia no coração. Pois muitas vezes a palavra, como um bálsamo, costuma ser necessária para curar feridas, fechar cicatrizes. Ainda mais em se tratando de poesia. Boa poesia. Reunidos em livro, com o título Do amor silenciado, os versos de Caruso formam um cancioneiro coeso, como se fossem obra de trovador medieval dirigida a sua Musa oculta. Não sei dizer de qual deles eu gosto mais. Gosto de todos. Mas posso citar alguns ""A pérola"", ""A teia"", ""Mal de coração"", ""Amor e separação"", ""Amor tátil"", ""Incêndio na floresta"", ""A cama"", ""O gozo"", ""Saudade"", ""Detalhes"", ""Não