O problema da objetividade analítica, como uma espécie de espectro, sempre rondou o pensamento positivista. Afinal, na perspectiva de seus principais representantes, a sociedade constituía uma realidade sui generis que se impunha, mais ou menos coercitivamente, aos indivíduos, quase sempre vistos como impotentes diante da força exercida pela vida coletiva. Não por acaso, estes vislumbravam estabelecer as bases de uma nova ciência a Sociologia tendo como objeto de estudo a sociedade. Assim, para a maior parte dos autores de orientação positivista, cabia ao cientista social analisar, em termos objetivos, os fenômenos sociais. Entretanto, outra corrente de pensamento o historicismo , também bastante influente no campo das ciências humanas à época, não tardou em apontar os equívocos das posições assumidas pelos positivistas. O argumento básico dos historicistas era o de que qualquer tipo de análise pretensamente objetiva eou neutra revelava-se impossível no campo das ciências humanas, visto que o próprio sociólogo era parte integrante de seu objeto de estudo, a saber, a sociedade. O sociólogo francês Émile Durkheim, assumidamente influenciado pelo positivismo no início de carreira, também se viu às voltas com essas críticas, t