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MADE IN AFRICA

MADE IN AFRICA
Editora: GLE - GLOBAL
edição
isbn13
Número de páginas
Peso
Autor
Editora
R$ 99,00
No início da década de 1960, Luís da Câmara Cascudo empreendeu uma longa viagem de estudos pela África Ocidental e Oriental. O objetivo era pesquisar iin locoi a alimentação popular dos bantos, recolhendo subsídios para a sua monumental iHistória daAlimentação no Brasili. br Em convívio com o cotidiano da vida africana, o pesquisador ia tendo oportunidade de constatar as imensas afinidades espirituais, culturais, mágicas que unem Brasil e África. Indagando, vendo e observando, tentando compreender muitas vezes o que lhe parecia incompreensível, anotava cada fato vivido ou presenciado, que tivesse relação com o Brasil, colhido ainda palpitante na realidade de cada dia. Essa, a origem dos estudos reunidos em iMade in Áfricai. br Como esclarece no prefácio, o livro reúne indagações para um processo autenticador de elementos africanos que permanecem no Brasil e motivos brasileiros que vivem nÁfrica, modificados, ampliados, assimilados, mas ainda identificáveis e autênticos, muitos deles levados por ex-escravos de torna viagem. As afinidades estão nos mais insuspeitos gestos e posturas do cotidiano, do andar rebolado, cuja origem mestre Cascudo identifica no bamboleio da angolana, à prática deleitosa do cafuné, também de origem banto em múltiplos aspectos da cozinha brasileira, podendo começar pela nossa farofa, idêntica à angolana, e de nossas danças, o escandaloso lundu, contra o qual os moralistas tanto protestavam, e a umbigada, de extrema sensualidade, espécie de rápido mimetismo do ato sexual. br Do continente negro também vieram crendices, entidades mágicas e temores que ainda povoam a alma do nosso povo, como o zumbi, de presença tão assustadora no norte do país, os orixás, a crença em determinados amuletos, como a pata do coelho. Mama África continua muito viva no cotidiano do brasileiro.
No início da década de 1960, Luís da Câmara Cascudo empreendeu uma longa viagem de estudos pela África Ocidental e Oriental. O objetivo era pesquisar iin locoi a alimentação popular dos bantos, recolhendo subsídios para a sua monumental iHistória daAlimentação no Brasili. br Em convívio com o cotidiano da vida africana, o pesquisador ia tendo oportunidade de constatar as imensas afinidades espirituais, culturais, mágicas que unem Brasil e África. Indagando, vendo e observando, tentando compreender muitas vezes o que lhe parecia incompreensível, anotava cada fato vivido ou presenciado, que tivesse relação com o Brasil, colhido ainda palpitante na realidade de cada dia. Essa, a origem dos estudos reunidos em iMade in Áfricai. br Como esclarece no prefácio, o livro reúne indagações para um processo autenticador de elementos africanos que permanecem no Brasil e motivos brasileiros que vivem nÁfrica, modificados, ampliados, assimilados, mas ainda identificáveis e autênticos, muitos deles levados por ex-escravos de torna viagem. As afinidades estão nos mais insuspeitos gestos e posturas do cotidiano, do andar rebolado, cuja origem mestre Cascudo identifica no bamboleio da angolana, à prática deleitosa do cafuné, também de origem banto em múltiplos aspectos da cozinha brasileira, podendo começar pela nossa farofa, idêntica à angolana, e de nossas danças, o escandaloso lundu, contra o qual os moralistas tanto protestavam, e a umbigada, de extrema sensualidade, espécie de rápido mimetismo do ato sexual. br Do continente negro também vieram crendices, entidades mágicas e temores que ainda povoam a alma do nosso povo, como o zumbi, de presença tão assustadora no norte do país, os orixás, a crença em determinados amuletos, como a pata do coelho. Mama África continua muito viva no cotidiano do brasileiro.