A espiritualidade aqui não é vista como algo a ser “curado”, mas como parte da própria vivência do paciente que pode enriquecer o processo terapêutico a partir dessa conexão entre Psicologia e Espiritualidade, levando-o a conhecer a sua própria identidade. Percebemos um olhar atento às marcas formativas da família, às dinâmicas relacionais que nos estruturam e, tantas vezes, também nos ferem, bem como à necessidade de equilíbrio, limites e reconciliação para que a vida floresça com maturidade. Há, em especial, uma abordagem sensível das relações familiares, que reconhece tanto seu potencial restaurador quanto os desafios que exigem discernimento, cuidado e Graça. Os terapeutas aqui dão-nos a impressão clara de que são não apenas profissionais da área, mas testemunhas, como “observadores reverentes”, como se vendo na descrição do tema, numa verdadeira reflexão da vida e da espiritualidade aplicada ao cotidiano de cada um de nós. Lemos estas páginas com a sensação de estarmos sendo acomp