Em seu segundo romance, Jeovanna Vieira constrói uma trama pulsante sobre uma filha à procura do pai e examina o impacto de tudo aquilo que nos assemelha aos que vieram antes de nós — e do que nos separa deles. Afinal, até onde estamos dispostos a ir por quem amamos?
Nas ruas do Rio de Janeiro, às vésperas de uma mudança para se tornar a primeira mulher negra a comandar o maior avião de passageiros do mundo, a narradora de Toda caixa-preta é laranja precisa encontrar o pai, Viola, que viajou para ajudá-la a fechar o apartamento, mas desapareceu. O marido e os filhos já estão de malas prontas, mas ela vê seus planos de embarcar sendo adiados à medida em que cai no que chama de “buraco dos Viola”.
Quando as vias legais se mostram insuficientes, a protagonista aceita a oferta de um policial-miliciano para uma investigação “por fora”. Nessa busca frenética, ela esmiúça memórias como a perda da mãe, a morte do irmão e o momento em que passa a ser criada pela b