Os protocolos para o tratamento das doenças do complexo maxilomandibular encontram-se amplamente consolidados, especialmente nos países desenvolvidos, os quais dispõem de tecnologias avançadas, métodos diagnósticos altamente precisos e equipamentos de última geração. Esses recursos possibilitam desfechos clínicos considerados ideais, amplamente almejados pelos profissionais da área, tanto no âmbito assistencial quanto no acadêmico e científico, refletindo elevados padrões de qualidade no cuidado ao paciente.
Entretanto, ao se considerar a realidade de países que não contam com os mesmos recursos tecnológicos, financeiros e estruturais, impõe-se a necessidade de adaptação dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos às condições locais de atendimento. Nesses contextos, torna-se essencial a utilização criteriosa e racional dos equipamentos e das tecnologias disponíveis, aliada ao sólido conhecimento técnico-científico, à experiência clínica acumulada e à capacidade de tomada de decisão