Integrando diversos personagens em planos múltiplos - o próprio autor e sua mulher, um entomólogo tcheco, os personagens de uma novela libertina do século XVIII, o ´dançarino´ -, Kundera propõe uma discussão sobre a considerada dificuldade de apreensão do real ante a velocidade da vida moderna, a memória e o esquecimento, o clima frenético dos dias contemporâneos e uma época em que se podia retardar o movimento em favor da fruição.