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CAES DA PROVINCIA

CAES DA PROVINCIA
edição
isbn13
Número de páginas
Peso
Autor
Editora
R$ 59,90
Isolados ao sul do grande Império do Brasil, os moradores da Porto Alegre do século XIX viviam dias difíceis. A população andava desconfiada, pois os boatos corriam rapidamente - um açougueiro da cidade estaria usando carne humana para fazer saborosas linguiças. Enquanto as pessoas se ocupavam do caso que ficou conhecido como ´os crimes da Rua do Arvoredo´, um homem se destacava na multidão de anônimos - José Joaquim de Campos Leão, autoproclamado Qorpo-Santo. Figura ímpar na cidade, com uma capacidade criativa e intelectual muito além de seu tempo, Qorpo-Santo escreveu sua obra completa, composta por dezessete peças de teatro, em pouco mais de quatro meses. Também foi comerciante, tipógrafo, professor, subdelegado e chegou a propor um novo sistema gráfico para a Língua Portuguesa. Gênio? Segundo seus contemporâneos, louco. Suas excentricidades - como entrar em casa pela janela do segundo andar e ter conversas fictícias com Napoleão III - levariam a esposa a pedir sua interdição por loucura. Em ´Cães da Província´, publicado pela primeira vez em 1987, Luiz Antonio de Assis Brasil resgata a história de Qorpo-Santo e recompõe o que teria sido sua vida em meio à falsa aura de tranquilidade que pairava no ar da província, por trás da qual aconteciam crimes bárbaros e histórias regadas a sangue, horror e traição. O romancista levanta uma das mais delicadas discussões da humanidade - a tênue fronteira entre a sanidade e a loucura, e as injustiças que dela podem decorrer. Afinal, as peças de Qorpo-Santo demoraram mais de um século para serem encenadas.
Isolados ao sul do grande Império do Brasil, os moradores da Porto Alegre do século XIX viviam dias difíceis. A população andava desconfiada, pois os boatos corriam rapidamente - um açougueiro da cidade estaria usando carne humana para fazer saborosas linguiças. Enquanto as pessoas se ocupavam do caso que ficou conhecido como ´os crimes da Rua do Arvoredo´, um homem se destacava na multidão de anônimos - José Joaquim de Campos Leão, autoproclamado Qorpo-Santo. Figura ímpar na cidade, com uma capacidade criativa e intelectual muito além de seu tempo, Qorpo-Santo escreveu sua obra completa, composta por dezessete peças de teatro, em pouco mais de quatro meses. Também foi comerciante, tipógrafo, professor, subdelegado e chegou a propor um novo sistema gráfico para a Língua Portuguesa. Gênio? Segundo seus contemporâneos, louco. Suas excentricidades - como entrar em casa pela janela do segundo andar e ter conversas fictícias com Napoleão III - levariam a esposa a pedir sua interdição por loucura. Em ´Cães da Província´, publicado pela primeira vez em 1987, Luiz Antonio de Assis Brasil resgata a história de Qorpo-Santo e recompõe o que teria sido sua vida em meio à falsa aura de tranquilidade que pairava no ar da província, por trás da qual aconteciam crimes bárbaros e histórias regadas a sangue, horror e traição. O romancista levanta uma das mais delicadas discussões da humanidade - a tênue fronteira entre a sanidade e a loucura, e as injustiças que dela podem decorrer. Afinal, as peças de Qorpo-Santo demoraram mais de um século para serem encenadas.