Romances, cinema e televisão conferiram a Chica da Silva uma imagem de mulher sedutora, mas Júnia Ferreira Furtado mostra que a vida da ex-escrava, nascida no arraial do Tejuco, atual Diamantina, contradiz o mito. A autora distingue a personagem histórica dos estereótipos a que foi reduzida e revela particularidades desconhecidas sobre os costumes da sociedade mineira colonial, o cotidiano das mulheres forras e as relações raciais nas Minas Gerais do auge da mineração.